Cultura Organizacional

Employer Branding: saiba o que fazer para fortalecer sua estratégia

Escrito por Havik

Toda e qualquer organização presente no mercado é tão boa quanto os profissionais que fazem parte de seu quadro de colaboradores. A competência desses funcionários é o fator-chave para a qualidade de produtos e serviços, para a satisfação do cliente e para o surgimento de soluções inovadoras.

Por isso, investir no Employer Branding como estratégia para atrair e reter talentos tornou-se prioridade para as companhias. Quer saber qual é a importância da marca empregadora e como consolidá-la para formar um time imbatível?

Então não perca este post. Aqui nós vamos falar sobre como o Employer Branding interfere no recrutamento e na retenção de talentos e, ainda, sobre as medidas práticas para fortalecê-lo. Acompanhe!

A marca empregadora nos processos de recrutamento e seleção

Mesmo que existam inúmeros profissionais em busca de um emprego, os recrutadores enfrentam uma realidade: de todas as aplicações a uma vaga, é comum não encontrar um único candidato com os requisitos necessários.

Isso vale especialmente para a ocupação de postos estratégicos e para busca por profissionais com a mente pós-moderna — nesse cenário essa captação se torna ainda mais difícil. Os indivíduos com essas características são disputados pelo mercado e é preciso muito mais que um leilão de salários para atraí-los.

Além de inviável, esse leilão que envolve remuneração e benefícios já não é um atrativo suficiente para os executivos. Eles estão em busca de outros diferenciais e, por isso, é fundamental investir no Employer Branding.

O fato é que esses profissionais são extremamente seletivos quanto à construção da carreira. Um dos fatores que eles consideram essenciais é a identificação com a cultura organizacional e com os valores que a empresa pratica.

Atualmente, os grandes executivos de recursos humanos admitem que a captação desses talentos é um tremendo desafio. Sérgio Sabino, Regional Marketing Leader para América Latina na Mercer, afirma que a companhia “precisa tratar um potencial empregado da mesma forma que um potencial consumidor ou até com mais esforço”.

Por isso, sem despertar uma percepção de marca empregadora positiva, uma companhia não consegue captar esses candidatos. O resultado é a perda de produtividade, prejuízos quanto à performance e a incapacidade de se sustentar como organização.

A importância do Employer Branding para a empresa

Como já vimos, uma marca empregadora forte é fundamental para captar os talentos presentes no mercado. Isso é essencial para melhorar a performance e estabelecer um diferencial competitivo em relação à concorrência.

Porém, existem outros motivos para investir em seu Employer Branding. O primeiro é o fato de que essa construção da marca não envolve apenas o que a empresa faz, mas principalmente o que a companhia é.

Essa identidade é demonstrada pelos valores inegociáveis que a companhia pratica — ou seu Employer Value Proposition (EVP). Eles promovem a identificação do grupo com esses princípios e criam uma verdadeira conexão com os talentos que farão a diferença.

O resultado disso é um grupo altamente engajado e produtivo. Os colaboradores revelam seu comprometimento na performance interna e também no marketing espontâneo que fazem de sua companhia, conquistando o respeito de consumidores e outros profissionais pela sua marca.

Estratégias para fortalecer o Employer Branding

Depois de entender a importância da marca empregadora, é fundamental conhecer as melhores estratégias para fortalecê-la. Mais uma vez recorremos à experiência de Sérgio Sabino para selecionar algumas ações essenciais nesse sentido:

Faça um diagnóstico

Uma empresa não pode melhorar o que ela não mede. Por isso, o primeiro passo para fortalecer o Employer Branding é fazer uma pesquisa diagnóstica para entender como os colaboradores a veem no momento. Nas palavras de Sérgio, trata-se de compreender o atual “eu corporativo”, a personalidade da companhia.

Recorra à ajuda externa

Estabelecer uma parceria ou contar com uma consultoria externa evita que esse processo de diagnóstico seja impregnado pelos paradigmas de uma equipe interna. Essa medida confere objetividade e ajuda a enxergar o problema e a solução de forma imparcial, favorecendo mudanças comportamentais e culturais efetivas.

Promova uma mudança cultural

Depois do diagnóstico é preciso promover uma mudança cultural, mas com a consciência de que se trata de um processo contínuo e não um projeto isolado. Não é possível impor valores — eles são moldados no dia a dia, com disciplina e paciência, e exigem uma visão que vai além do curto prazo.

Ouça os colaboradores

A companhia precisa entender como seus profissionais enxergam a postura da organização, o que faz ou não faz diferença para eles. Para isso, é essencial manter um canal de comunicação pelo qual seus funcionários possam se expressar.

Se a empresa não utiliza meios para se comunicar com seus colaboradores, expressar reconhecimento, produzir engajamento e, principalmente, para aproveitar seus insights para um aperfeiçoamento constante, ela não está fazendo Employer Branding.

Imprima sua cultura em cada interação

Já falamos em outro trecho sobre tratar os candidatos da mesma forma como lidamos com clientes em potencial. Isso é válido também para aqueles que não conseguiram avançar no processo seletivo.

Evidentemente, nenhuma empresa pode contratar todos os profissionais que participam de seus processos de seleção. No entanto, sua maneira de lidar com cada um deles ainda deve refletir seus valores.

À medida que ela trata esses candidatos com respeito e transparência durante todas as fases do processo seletivo, ela cria um legado positivo mesmo diante de uma resposta negativa.

Dessa forma, ainda que não tenha sido contratado, o candidato destaca as virtudes da organização ao longo de sua carreira, criando uma reputação favorável e tornando a marca empregadora atrativa para outros profissionais.

Faça do Employer Branding uma prioridade

A construção de uma percepção positiva da marca empregadora deve se tornar prioridade não só para a área de Recursos Humanos, ela precisa fazer parte da agenda dos CEOs e obter apoio efetivo da alta liderança.

Os líderes precisam entender que o Employer Branding é essencial para a sobrevivência da organização e sua preparação para atuar em um mercado competitivo e em constante transformação.

Essas características do mercado exigem um quadro de profissionais altamente qualificado, capaz de prever tendências e não só acompanhar as transformações, mas, sobretudo, tornar a empresa protagonista nesse processo.

Para atrair e reter esses profissionais é preciso empregar todos os esforços necessários para fortalecer a marca empregadora. Marketing e Recursos Humanos devem trabalhar de forma integrada, definindo uma equipe multidisciplinar para essa missão.

Entendeu a importância de investir no Employer Branding para formar um time imbatível e melhorar a performance e a produtividade da companhia? Gostou do post? Quer ter acesso a outros conteúdos como esse?

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